10 de julho de 2026

Governo federal pretende prorrogar o subsídio da gasolina atualmente em 12%

 Os novos ataques dos EUA ao Irã e o possível bloqueio do estreito de Ormuz, por onde passa grande parte do combustível mundial, devem levar o governo federal a adiar o fim do subsídio à gasolina anunciado na semana passada, afirmou nesta quinta-feira (9) o ministro Dario Durigan.

A retirada do subsídio à gasolina será reavaliada na semana que vem. Segundo integrantes da equipe econômica, o imposto de exportação sobre o petróleo, hoje em 12%, será mantido.

O governo também pretende editar uma medida provisória nos próximos dias sobre renegociações de dívidas rurais, após finalizar negociações com parlamentares, com possibilidade de juros anuais de até 12% e prazo de pagamento de até 10 anos, disse nesta quinta-feira o ministro da Fazenda, Dario Durigan.

De acordo com o ministro, as taxas de juros podem ficar em 6% ao ano para pequenos produtores, 9% para os médios e 11% ou 12% para os grandes. Em relação aos prazos, a regra geral deve ser de 8 anos, com um período alongado para 10 anos nos casos de perdas climáticas mais graves, afirmou o ministro.

A renegociação terá limite de R$ 8 milhões por CPF para agricultores afetados por mudanças climáticas e de R$ 4 milhões para os que sofreram com variação de preços dos produtos.

O ministro também afirmou que o aumento de 30% para 32% da mistura de etanol na gasolina anunciado pelo presidente Lula será uma realidade nos próximos dias.