Os novos ataques dos EUA ao Irã e o possível bloqueio do estreito de Ormuz, por onde passa grande parte do combustível mundial, devem levar o governo federal a adiar o fim do subsídio à gasolina anunciado na semana passada, afirmou nesta quinta-feira (9) o ministro Dario Durigan.
A
retirada do subsídio à gasolina será reavaliada na semana que vem. Segundo
integrantes da equipe econômica, o imposto de exportação sobre o petróleo, hoje
em 12%, será mantido.
O
governo também pretende editar uma medida provisória nos próximos dias sobre
renegociações de dívidas rurais, após finalizar negociações com parlamentares,
com possibilidade de juros anuais de até 12% e prazo de pagamento de até 10
anos, disse nesta quinta-feira o ministro da Fazenda, Dario Durigan.
De
acordo com o ministro, as taxas de juros podem ficar em 6% ao ano para pequenos
produtores, 9% para os médios e 11% ou 12% para os grandes. Em relação aos
prazos, a regra geral deve ser de 8 anos, com um período alongado para 10 anos
nos casos de perdas climáticas mais graves, afirmou o ministro.
A
renegociação terá limite de R$ 8 milhões por CPF para agricultores afetados por
mudanças climáticas e de R$ 4 milhões para os que sofreram com variação de
preços dos produtos.
O
ministro também afirmou que o aumento de 30% para 32% da mistura de etanol na
gasolina anunciado pelo presidente Lula será uma realidade nos próximos dias.
