20 de agosto de 2026

Justiça suspende demissões coletivas do Grupo Casas Bahia e proíbe novos cortes

O Tribunal Regional do Trabalho da 10ª Região suspendeu, na tarde de terça-feira (18), os efeitos provisórios das demissões coletivas promovidas pelo Grupo Casas Bahia - que reúne as marcas Casas Bahia e Ponto - realizadas entre os dias 13 e 17 de agosto de 2026.

Na semana passada, a empresa anunciou o fechamento de 298 lojas e as demissões de trabalhadores.

No domingo (16), veio à tona o pedido de recuperação judicial para estancar uma dívida de cerca de R$ 17,3 bilhões. Cabem recursos à decisão.

A liminar foi concedida pela juíza Katarina Roberta Mousinho de Matos em resposta a uma ação movida pela CNTC (Confederação Nacional dos Trabalhadores no Comércio), que buscava questionar as demissões e assegurar a participação das entidades sindicais no processo de reestruturação da companhia.

Segundo pedido da CNTC à Justiça, houve o desligamento de quase 2.000 trabalhadores, sem intervenção sindical prévia.

A decisão também proíbe novos cortes coletivos até que sejam cumpridos os requisitos do Tema 638 do STF (Supremo Tribunal Federal), que exige negociação coletiva prévia com o sindicato antes de dispensas em massa.

Em prazo de 48 horas, também deverão ser restaurados os planos de saúde e demais benefícios assistenciais cancelados em decorrência das dispensas.

A decisão não determina, no entanto, a reabertura das 298 unidades fechadas neste mês, nem garante a permanência definitiva dos funcionários.

A empresa poderá realocar os trabalhadores para atividades compatíveis em estruturas remanescentes ou mantê-los em afastamento remunerado enquanto a liminar estiver em vigor.