21 de agosto de 2026

Câmara avança para autorizar porte de armas a vigilantes e empresários

 Uma sequência de projetos em avanço na Câmara dos Deputados tenta ampliar para empresários e profissionais da segurança privada tratamentos historicamente associados às forças de segurança.

As propostas abrem caminho para que empresários, microempreendedores individuais (MEIs) e determinados funcionários possam portar armas e buscam garantir a vigilantes, supervisores e gestores de segurança privada tratamento diferenciado caso sejam presos por crimes relacionados ao exercício da função.

As iniciativas tramitam separadamente, mas apontam na mesma direção: ampliar, categoria por categoria, o universo de pessoas submetidas a regras excepcionais relacionadas a armas e custódia.

O movimento está concentrado na Comissão de Segurança Pública da Câmara, onde parlamentares ligados às forças policiais e à agenda armamentista vêm conduzindo projetos para aproximar profissionais privados do tratamento dispensado a agentes do Estado.

A própria comissão criou, em abril, uma subcomissão dedicada à segurança privada e aos bombeiros civis. Durante a instalação, o deputado Coronel Meira (PL-PE) deixou explícita essa aproximação ao classificar vigilantes, profissionais da segurança privada e bombeiros civis como integrantes da mesma “família da segurança pública”.