Uma sequência de projetos em avanço na Câmara dos Deputados tenta ampliar para empresários e profissionais da segurança privada tratamentos historicamente associados às forças de segurança.
As propostas abrem caminho para que empresários,
microempreendedores individuais (MEIs) e determinados funcionários possam
portar armas e buscam garantir a vigilantes, supervisores e gestores de
segurança privada tratamento diferenciado caso sejam presos por crimes
relacionados ao exercício da função.
As iniciativas tramitam separadamente, mas apontam na mesma direção: ampliar, categoria por categoria, o universo de pessoas submetidas a regras excepcionais relacionadas a armas e custódia.
O movimento
está concentrado na Comissão de Segurança Pública da Câmara, onde parlamentares
ligados às forças policiais e à agenda armamentista vêm conduzindo projetos
para aproximar profissionais privados do tratamento dispensado a agentes do
Estado.
A própria comissão criou, em abril, uma subcomissão
dedicada à segurança privada e aos bombeiros civis. Durante a instalação, o
deputado Coronel Meira (PL-PE) deixou explícita essa aproximação ao classificar
vigilantes, profissionais da segurança privada e bombeiros civis como integrantes
da mesma “família da segurança pública”.
