A indefinição sobre o local da tradicional Feira do Milho, realizada nos últimos anos com apoio do Governo do Estado, tem preocupado agricultores e comerciantes às vésperas dos festejos juninos. Sem um espaço definido para comercializar a produção, produtores relatam prejuízos e afirmam que parte da safra já está se perdendo no campo. Até o momento, não há prazo nem local definido.
Diferentemente
dos anos anteriores, a tradicional Feira do Milho não está funcionando nem na
área do Centro Administrativo nem no cruzamento da Mor Gouveia com a Jaguarari.
Na segunda-feira (8 de junho), feirantes se reuniram com representantes do
poder público para buscar uma solução para a realização da Feira do Milho. No
entanto, segundo os comerciantes, não houve avanço nas negociações.
A
proposta para que a feira fosse realizada em um determinado terreno não agradou
aos feirantes, que afirmam que a estrutura não é adequada para a circulação dos
caminhões utilizados no transporte da produção.
Sem
a feira, muitos produtores ficam à mercê dos atravessadores — intermediários
que compram a produção diretamente no campo para revendê-la nos centros urbanos
—, geralmente por valores muito abaixo dos praticados no mercado consumidor.
Enquanto
aguardam uma definição, alguns produtores já contabilizam perdas com milho
sacando nos pés.
Em
nota, a Sedraf/RN afirmou que a responsabilidade de execução da feira é dos
comerciantes, cabendo ao estado a função exclusiva de apoio logístico. Informou
que ainda não há definição sobre a data de início nem sobre o local onde será
realizada a tradicional Feira do Milho. A pasta afirmou que segue em negociação
com os comerciantes para encontrar uma solução que atenda aos feirantes e
possibilite a realização do evento durante o período junino.
