O anúncio de que o governador de Goiás Ronaldo Caiado será o candidato à Presidência pelo PSD não foi bem digerido no Nordeste, onde o partido mantém relações próximas com Lula e com o PT e, na maioria dos estados, deve montar chapas apoiando a reeleição do presidente.
No pré-lançamento da sua campanha, o ex-governador de
Goiás foi ignorado pelos líderes do PSD nos nove estados da região, que
preferiram evitar menções a Caiado em suas redes sociais - o que demonstra a
dificuldade que ele enfrentará para formar palanque até mesmo onde o partido
será cabeça de chapa.
O melhor exemplo é Sergipe, onde o governador Fábio
Mitidieri (PSD) deixou claro que, mesmo que o partido confirme a candidatura em
julho, vai caminhar com Lula.
O outro estado chefiado pelo PSD no Nordeste é
Pernambuco, onde a governadora Raquel Lyra demonstra um esforço claro de
aproximação a Lula.
Um ponto abordado pelo governantes nordestinos é que não há como abrir palanques para alguém
atacar Lula na região. "Caiado ataca Lula desde 1989, não vai ser nunca um
candidato de centro, como se falava", disse um aliado.
No caso do Rio Grande do Norte, o PSD é presidido pela
senadora Zenaide Maia, que vai apoiar a candidatura de Alysson Bezerra (União
Brasil) ao Governo do Estado.
Porém, a senadora Zenaide Maia é uma das vice-líderes do
governo do presidente Lula no Congresso Nacional. Ela assumiu o cargo no início
de 2023, atuando na articulação de pautas do governo federal e construindo
diálogos no parlamento para o avanço de projetos de interesse da gestão. Ela
tem votado favoravelmente às pautas prioritárias do Planalto e reforça seu
alinhamento com a base governista. A senadora está em seu mandato no Senado
Federal (2019-2027) e tenta a reeleição.
