O Ministério Público prepara uma ofensiva para as eleições de 2026: ampliar e integrar um banco de dados sobre o crime organizado para monitorar candidaturas e impedir que facções financiem políticos ou lancem seus próprios nomes.
Em meio a um cenário de polarização e avanço dessas
organizações, o presidente do CNPG (Conselho Nacional de Procuradores-Gerais),
Pedro Maia Souza, afirmou que a atuação será "firme" - ainda que
cercada por dilemas sobre o timing das operações e o risco de interferência
eleitoral.
A ferramenta já foi usada nas eleições de 2024 e agora
será ampliada com integração entre ministérios públicos - estaduais e federal
-, permitindo cruzar dados criminais e financeiros para monitorar candidaturas.
O monitoramento reunirá dados de integrantes de facções e
será compartilhado entre unidades do Ministério Público, com acesso controlado
e uso integrado.
O presidente do CNPG afirma que a atuação contra facções
no período eleitoral envolve dilemas sobre o momento das operações e prevê
novas ações de grande porte em 2026.