De acordo com a Organização Mundial da Saúde, não há
indícios de que a BA.3.2 cause quadros mais graves nem de que as vacinas deixem
de oferecer proteção contra formas severas da doença. A entidade afirma que a
variante apresenta um “escape substancial de anticorpos em comparação com
variantes anteriores”, mas não demonstra vantagem clara de crescimento.
A OMS também informou que “não há estudos clínicos ou
epidemiológicos publicados indicando que BA.3.2 esteja associada a maior
gravidade da doença em comparação com outros descendentes (da Ômicron) em
circulação”. Segundo o organismo, “até o momento, não há sinais de aumento de
hospitalizações, admissões em UTI ou mortes atribuíveis à BA.3.2 nos locais
onde ela foi detectada”.
A variante foi identificada inicialmente na África do
Sul, em novembro de 2024, a partir de uma amostra de swab nasal de um menino de
5 anos. Em março de 2025, foi detectada em Moçambique e, posteriormente, na
Holanda e na Alemanha. Após um período de baixa incidência, os registros
voltaram a crescer a partir de setembro do ano passado.
Entre novembro de 2025 e janeiro de 2026, a BA.3.2 passou
a representar cerca de 30% das sequências semanais em três países europeus:
Dinamarca, Alemanha e Holanda. Até 11 de fevereiro, já havia sido identificada
em 23 países, incluindo Austrália, Reino Unido, China e Estados Unidos, segundo
análise dos Centers for Disease Control and Prevention. O Brasil ainda não
registrou casos dessa linhagem.
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