21 de outubro de 2016

Câmara Criminal nega liberdade a advogada presa na Operação “Medellín”

A Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte negou nesta terça-feira (18) o pedido de liberdade feito pela defesa da advogada Ana Paula da Silva Nelson. A advogada foi presa provisoriamente após ser denunciada por envolvimento com uma facção criminosa investigada pela Operação “Medellín”, deflagrada pelo Ministério Público e pela Polícia Civil em setembro deste ano.
O pedido da defesa solicitava que fossem aplicadas a Ana Paula medidas cautelares similares as que foram aplicadas em Allan Clayton Pereira de Almeida, preso na mesma operação por suposto envolvimento com a quadrilha. Atualmente o advogado responde em liberdade.
No entanto, os desembargadores consideraram que a aplicação das medidas cautelares, autorizando que a advogada respondesse a acusação em prisão domiciliar, prejudicariam os andamentos da investigação.
“São pessoas diferentes, com supostos envolvimentos diferentes na operação. O que se aplicou a Allan não cabe para Ana Paula Nelson. São tipos de ações diferentes”, disse o desembargador Gilson Barbosa.
De acordo com a denúncia do Ministério Público, a advogada Ana Paula da Silva Nelson e o marido dela, o policial civil Iriano Serafim Feitosa – morto em fevereiro deste ano – auxiliaram o traficante Gilson Miranda Silva, apontado como 'cabeça de uma facção criminosa' para evitar que ele fosse preso em várias ocasiões. De acordo com o depoimento de uma testemunha, a advogada e o policial teriam inclusive roubado um inquérito policial. A advogada nega as acusações.