A
Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte negou nesta
terça-feira (18) o pedido de liberdade feito pela defesa da advogada Ana Paula
da Silva Nelson. A advogada foi presa provisoriamente após ser denunciada por
envolvimento com uma facção criminosa investigada pela Operação “Medellín”,
deflagrada pelo Ministério Público e pela Polícia Civil em setembro deste ano.
O
pedido da defesa solicitava que fossem aplicadas a Ana Paula medidas cautelares
similares as que foram aplicadas em Allan Clayton Pereira de Almeida, preso na
mesma operação por suposto envolvimento com a quadrilha. Atualmente o advogado
responde em liberdade.
No
entanto, os desembargadores consideraram que a aplicação das medidas
cautelares, autorizando que a advogada respondesse a acusação em prisão
domiciliar, prejudicariam os andamentos da investigação.
“São
pessoas diferentes, com supostos envolvimentos diferentes na operação. O que se
aplicou a Allan não cabe para Ana Paula Nelson. São tipos de ações diferentes”,
disse o desembargador Gilson Barbosa.
De
acordo com a denúncia do Ministério Público, a advogada Ana Paula da Silva
Nelson e o marido dela, o policial civil Iriano Serafim Feitosa – morto em
fevereiro deste ano – auxiliaram o traficante Gilson Miranda Silva, apontado
como 'cabeça de uma facção criminosa' para evitar que ele fosse preso em várias
ocasiões. De acordo com o depoimento de uma testemunha, a advogada e o policial
teriam inclusive roubado um inquérito policial. A advogada nega as acusações.
