O orçamento do ano que vem será de R$ 2,49 trilhões, 9,21% a
mais do que o deste ano (R$ 2,28 trilhões). A proposta aprovada no Congresso
prevê R$ 130 bilhões a mais de despesas em comparação ao projeto enviado pelo
Executivo ao Legislativo (R$ 2,36 trilhões).
O valor mensal do salário mínimo para 2014 foi corrigido
pelo Congresso para R$ 724. No projeto enviado ao Legislativo, o governo
federal havia previsto que o mínimo seria de R$ 722,90, mas o valor foi
corrigido pelo relator da matéria, deputado Miguel Corrêa (PT-MG), em função da
revisão do PIB (Produto Interno Bruto) de 2012, que é utilizado no cálculo do
mínimo.
Em ano eleitoral, o Congresso reduziu R$ 1,5 bilhão os
recursos para o PAC (Programa de Aceleração do Crescimento). Enquanto a
proposta do Executivo previa investimentos da ordem de R$ 63,2 bilhões, o texto
aprovado no Legislativo fixou os custos em R$ 61,7 bilhões.
O desejo do governo federal era de que o Orçamento fosse
votado ainda neste ano, ao contrário do ocorrido com o Orçamento de 2013, que
foi aprovado apenas em março.
A bancada do PMDB, no entanto, ameaçava não votar
a matéria se o Executivo não garantisse a aprovação das chamadas emendas
impositivas, bandeira dos pemedebistas, na Lei das Diretrizes Orçamentárias
(LDO).
O texto aprovado no Congresso ainda diminuiu de 4% para 3,8%
a previsão de crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) para o ano que vem.
