Três anos após ter sido assinado o contrato para construção
dos acessos ao aeroporto de São Gonçalo do Amarante, o governo descobriu que
precisa refazer o traçado do projeto por causa de uma porção de Mata Atlântica.
O novo enredo envolvendo o terminal aeroportuário veio a
público ontem, quando o Departamento Estadual de Estradas de Rodagem (DER)
convocou licitação cujo objeto é a “contratação de empresa especializada para
os serviços de Revisão, Adequação e Detalhamento dos Projetos de Engenharia
para as vias de Acesso ao Aeroporto de São Gonçalo do Amarante/RN”.
O diretor-geral do DER, Demétrio Torres, informou que “o
projeto existe, mas na saída, já perto do aeroporto, tivemos que fazer uma
modificação. O projeto original passava por uma região que o Idema considerou
como Mata Atlântica, nos obrigando a mudar o traçado”. Isso posto, acrescentou
por telefone que só presta mais esclarecimentos em entrevista pessoal.
Ainda não se sabe se as novas alterações vão influenciar na
entrega da obra, que estão em andamento, segundo o titular do DER. Orçada em R$
72,1 milhões, as obras devem ligar o aeroporto às BRs 304, 406 e 226.
Recentemente, um novo impasse surgiu quando a Queiroz
Galvão, responsável pelas obras, se negou a realizar os serviços. A empresa
alega a necessidade de reajustes nas planilhas. O caso ganhou repercussão
nacional, já que o aeroporto vai ser inaugurado em abril e corre o risco de não
ter os acessos prontos até lá.