A greve da Caixa Econômica Federal acabou, e as agências voltam a atender normalmente desde quarta-feira (30/9), no Rio Grande do Norte e no resto do país. O movimento dos empregados do banco terminou depois que o Tribunal Superior do Trabalho (TST) julgou o dissídio coletivo da categoria.
NO
RN, os bancários acompanharam o julgamento e aprovaram em assembleia o retorno
ao trabalho, pondo fim a 19 dias de agências fechadas.
A
paralisação havia começado em 10 de setembro, quando os trabalhadores
rejeitaram as propostas que a Caixa apresentou para renovar o acordo coletivo
de trabalho da categoria.
O
ponto que mais travou a negociação foi o Saúde Caixa, que é o plano de
assistência médica do pessoal do banco. Houve tentativa de mediação antes de o
caso chegar ao julgamento, e nela banco e trabalhadores não conseguiram se
entender sobre esse ponto.
No
julgamento do TST, o ministro Maurício Godinho Delgado negou o pedido da Caixa
para que a greve fosse declarada abusiva e afastou a multa que o banco queria
aplicar aos sindicatos por suposto descumprimento de decisões anteriores.
Os
dias parados não serão descontados do salário, mas terão de ser compensados
pelos empregados dentro de um prazo de 180 dias. A decisão manda considerar o
quanto cada funcionário participou do movimento, porque algumas unidades da
Caixa continuaram abertas durante a paralisação. Nem todo mundo, portanto,
parou pelo mesmo tempo.
Junto
com o fim da greve, o TST fixou as condições econômicas que vão valer para os
empregados. O reajuste salarial repõe integralmente a inflação do período,
medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor — o INPC —, e soma a isso
um ganho real de 0,6%. O mesmo índice vale para os benefícios: auxílio-creche,
auxílio-babá, auxílio-refeição, auxílio-alimentação e cesta-alimentação.
