As campanhas de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) acionaram o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e o Supremo Tribunal Federal (STF) para ampliar o horário de votação no segundo turno, no último domingo (25), após relatos de dificuldades enfrentadas por eleitores para chegar às seções eleitorais.
A campanha de Lula solicitou a extensão da votação até as
19h (horário de Brasília) devido a problemas e à redução na circulação de frotas
de transporte público em cidades como Salvador, Feira de Santana, Lauro de
Freitas (BA), além de outros estados como Piauí, Paraíba, Paraná, Pará e Rio de
Janeiro.
Já a campanha de Flávio Bolsonaro pediu a ampliação do
horário até as 19h justificando barreiras climáticas, como temporais,
alagamentos, falta de energia e deslizamentos que atingiram municípios de São
Paulo, Paraná, Santa Catarina, Minas Gerais e Rio Grande do Sul.
O ministro Cristiano Zanin, do STF, determinou a
prorrogação nacional da votação até as 19h, limitando a medida em seguida para
as seções eleitorais onde os locais ainda não haviam encerrado os trabalhos e
fechado as urnas. Zanin, do STF,
determinou a prorrogação da votação até as 19h, Nunes Marques, do TSE, orientou
a manutenção das seções ainda abertas.
Segundo dados do TSE, foram identificados 33,8 mil votos durante prorrogação ordenada
por Zanin, menos de 0,03% dos votos totais.
A diferença de mais de 4,4 milhões de votos que deu ao
presidente Lula a vitória sobre o senador Flávio Bolsonaro na disputa
presidencial torna mais difícil uma decisão do Tribunal Superior Eleitoral
(TSE) que anule a eleição. Além da demonstração de que o prejuízo foi maior que
essa diferença, uma decisão do tipo tem alto impacto político e institucional e
é complexa por exigir uma nova votação.
Após a proclamação do resultado, o próprio Flávio
Bolsonaro anunciou que contestará o resultado. Classificou a decisão de Zanin
como “inaceitável” e “sacanagem”.
