O Ministério Público do Rio Grande do Norte
está investigando suspeita de manipulação na fila de consultas e exames do SUS.
Nesta segunda-feira (26), o órgão iniciou a
operação Camarote SUS para apurar possíveis irregularidades nos agendamentos.
Segundo o MPRN, um perfil falso aparece ligado a pelo menos 578 agendamentos e
autorizações de atendimento no período investigado.
A suspeita é de que os investigados tenham
usado esse perfil no sistema de regulação para liberar procedimentos, cancelar
agendamentos e controlar vagas. O Ministério Público apura se o mecanismo foi
usado para favorecer pacientes escolhidos, em prejuízo de quem aguardava
atendimento.
Segundo o MPRN, os investigados teriam usado
programas para bloquear dezenas de horários em poucos minutos. As vagas
ficariam retidas por até sete dias. Depois, as marcações seriam canceladas para
que os atendimentos fossem destinados a outras pessoas.
A investigação envolve três pessoas - dois
servidores públicos e um empresário - e uma empresa de assessoria em saúde. O
MPRN também apura se houve pagamentos para garantir agendamentos irregulares e
direcionar vagas do sistema público.
