Após divulgar uma carta golpista em que se apresentou como “verdadeiro presidente do Brasil”, apesar da derrota para Lula (PT) no domingo (25) por uma margem de 4,4 milhões de votos, Flávio Bolsonaro começa enfrentar isolamento de aliados.
O senador Rogério Marinho (PL-RN), que
coordenou a campanha presidencial, declarou que nem ele nem o partido podem
afirmar que houve fraude nas eleições.
“O PL não pode fazer essa afirmação, nem eu
posso fazer essa afirmação, porque não há provas nesse sentido”, declarou, ao
ser questionado sobre as acusações contra a eleição vencida pelo presidente
Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Marinho também comentou as mudanças nas
versões da carta publicada por Flávio. No primeiro texto, o candidato derrotado
se apresentou como o “verdadeiro presidente eleito do país”. Cerca de meia hora
depois, o documento foi apagado e substituído por uma versão em que passou a se
definir como “líder do Brasil”.
“Acredito que deve ter havido algum problema
na confecção da carta”, disse Marinho. O senador afirmou que considera definitiva
a versão disponível no perfil do aliado no X, antigo Twitter, e defendeu sua
posição como liderança política.
“Na verdade, é o que ele pode fazer. Porque
aqui no Brasil é impossível, pelo menos pelos sinais que estavam sendo
demonstrados, que ele pudesse exercer esse papel”, afirmou Marinho, ao defender
a atuação política do aliado nos Estados Unidos.
O governador reeleito de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), disse que “o caminho é respeitar o resultado das urnas e seguir em frente”.
A senadora Tereza Cristina (PP-MS), ex-ministra
da Agricultura de Jair Bolsonaro, pregou respeito ao resultado das urnas,
afirmou que a eleição acabou e que é hora de a direita unir esforços.
Partidos que apoiaram Flávio no segundo turno
contra Lula também reafirmaram apoio ao pleito e ao respeito democrático.
O presidente Donald Trump declarou a
jornalistas que não pretende se envolver na crise política brasileira. “Não vou
comentar sobre isso, mas sei que demos a ele autorização para entrar no país,
então veremos”, disse.
A posição dos aliados de Flávio em começar a sinalizar o isolamento dele ocorre após a decisão unilateral de fuga para os EUA que deixou todos órfãos e, principalmente, após a divulgação de uma carta em que ninguém fora consultado para tal.
