O Ministério Público Eleitoral (MPE) identificou indícios de um “esquema organizado de produção e divulgação de pesquisas fraudulentas” em levantamentos que colocaram Álvaro Dias (PL) na liderança da disputa pelo Governo do Rio Grande do Norte.
Em
parecer enviado ao TRE-RN, o órgão afirma que as irregularidades não se
limitariam a uma única pesquisa, mas se repetiriam em sete levantamentos
registrados entre abril e julho, envolvendo os institutos Veritá, PNH/Affare,
Consult, Ipsensus e Média.
No
documento, o MPE aponta indícios de problemas metodológicos, repetição dos
mesmos profissionais em diferentes pesquisas, possíveis conexões entre
institutos e empresas contratantes e inconsistências como entrevistas
realizadas antes do registro oficial, divergências em dados de geolocalização,
deslocamentos considerados incompatíveis com o tempo informado e padrões
estatísticos que, segundo o parecer, indicariam possível preenchimento
artificial dos questionários.
O
Ministério Público também defende a abertura de investigação criminal e afirma
que o caso merece “apuração em amplitude máxima”. As empresas contestam as
acusações, sustentam a regularidade dos levantamentos e não há condenação. O
parecer ainda será analisado pela Justiça Eleitoral.
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