O
tema das bets permite associar a ação do governo ao combate ao
endividamento e à proteção das famílias. Na segunda-feira (14), o presidente Lula afirmou que as bets são uma
“doença” e que o governo anunciaria em breve uma decisão sobre o setor.
O
presidente também associou as apostas ao endividamento e ao jogo compulsivo.
“Essa jogatina na internet não é jogo de aposta, é uma doença”, afirmou.
Segundo
estudo do Comitê Nacional de Secretários de Fazenda (Comsefaz), as famílias
brasileiras perderam 62,5 bilhões de reais para as bets em 2025, considerando a
diferença entre os valores enviados e os prêmios recebidos. No mesmo período,
as plataformas movimentaram absurdos 350,97 bilhões de reais em transferências
via Pix.
Na
contra mão, o fim das bets causou apreensão no futebol brasileiro. Os clubes chamam a atenção para a importância dos
patrocínios das empresas de apostas autorizadas e alertam para os
desdobramentos que essa Medida Provisória causaria.
"Inviabilizar
esse modelo não fará com que as apostas deixem de existir. Apenas abrirá o
caminho para que os consumidores migrem integralmente para plataformas
clandestinas, que não pagam impostos, não respeitam limites, não oferecem
instrumentos de proteção e não colaboram com as autoridades", diz parte do
manifesto assinado por vários clubes de futebeol.
O
presidente Lula rebateu esse argumento
lembrando que grandes conquistas de clubes brasileiros ocorreram antes da
expansão das casas de apostas.
