A greve dos bancários da Caixa Econômica
Federal continua no Rio Grande do Norte. Em assembleia na sexta-feira (11), os
empregados do banco rejeitaram por unanimidade a proposta apresentada pela
Caixa. A informação é do SEEB-RN, o Sindicato dos Bancários do Rio Grande do
Norte.
No Banco do Brasil, o caminho foi outro: a
categoria disse sim ao Acordo Coletivo de Trabalho (ACT), o contrato que fixa
as condições de trabalho e de salário, e voltou ao serviço.
Na Caixa, uma das principais razões da
insatisfação é o Saúde Caixa, o plano de saúde dos empregados do banco. Na
avaliação do sindicato, a oferta encarece o plano para empregados e dependentes
ao mexer na coparticipação — a parte que o usuário paga a cada procedimento — e
nas mensalidades.
Pelas contas do sindicato, o limite anual
pago em coparticipação passaria dos atuais R$ 3,6 mil para R$ 4,8 mil. Também
está prevista uma taxa adicional de R$ 150 a cada atendimento em
pronto-socorro, que não entra nesse teto, além de manter as mensalidades por
faixa etária e encarecer o plano para os dependentes.
Segundo o sindicato, a paralisação segue no
estado num momento em que o movimento dos empregados da Caixa ganha força
também em outros estados do País. Os bancários potiguares decidiram seguir
parados até que a negociação tenha novos avanços.
