12 de agosto de 2026

MP Eleitoral pede “neutralidade” das forças de segurança no Rio Grande do Norte

 O Ministério Público Eleitoral recomendou que as forças de segurança estaduais e federais que atuarão nas eleições de 2026 no Rio Grande do Norte mantenham absoluta neutralidade política.

A medida tem caráter preventivo e busca impedir que operações, agentes ou equipamentos públicos sejam utilizados para promover candidatos e partidos.

O documento reforça que policiais e outros agentes não devem permitir a participação de candidatos ou representantes políticos em operações e diligências com finalidade eleitoral. Também proíbe o uso de viaturas, fardamentos, equipamentos e da imagem institucional das corporações em benefício de candidaturas ou legendas.

As instituições deverão divulgar as regras entre seus integrantes, intensificar a fiscalização por meio das corregedorias e registrar contatos institucionais mantidos com candidatos ou representantes partidários durante o período eleitoral.

A recomendação foi encaminhada à Polícia Federal, à Polícia Rodoviária Federal, à Secretaria de Estado da Segurança Pública e da Defesa Social, à Polícia Militar, à Polícia Civil e ao Corpo de Bombeiros Militar. Também foram notificados os comandos das forças federais e de cooperação que atuarão no Estado durante a campanha e nos dias de votação.

Segundo o procurador regional eleitoral Fernando Rocha, a atuação das corporações deve respeitar os princípios constitucionais da legalidade, impessoalidade e neutralidade. “As forças policiais são instituições de Estado e não de governo, devendo manter absoluta neutralidade político-ideológica, não podendo o aparato repressor servir para proteger ou promover determinado grupo ou perseguir outros”, afirmou.