Os bancários do Rio Grande do Norte aprovaram uma greve por tempo indeterminado a partir de 2 de setembro. A decisão foi tomada em assembleia realizada nesta quinta-feira 27 pelo sindicato da categoria, com participação presencial dos trabalhadores de Natal e acompanhamento remoto de profissionais do interior.
Caso a paralisação tenha adesão nas agências,
o atendimento presencial poderá ser afetado em diferentes municípios do Estado.
No Rio Grande do Norte, os dirigentes
defendem uma articulação nacional para aumentar a pressão sobre a Fenaban e
também cobrar uma mudança na condução da campanha pela Confederação Nacional
dos Trabalhadores do Ramo Financeiro, a Contraf-CUT. A avaliação do sindicato
potiguar é que a ausência de uma reação coordenada reduziria a capacidade de
obter alterações econômicas na proposta.
A pauta nacional foi entregue à Fenaban em 24
de junho. Entre as reivindicações estão a reposição da inflação acrescida de 5%
de ganho real, aumento do piso salarial, reajuste maior para vale-alimentação e
vale-refeição, ampliação da Participação nos Lucros e Resultados, defesa dos
empregos e manutenção das cláusulas da Convenção Coletiva de Trabalho.
Até 25 de agosto, as negociações haviam
chegado à décima rodada sem um acordo para os pontos econômicos. As entidades
sindicais também rejeitaram uma proposta anterior de reajustes diferenciados
por faixas salariais e de congelamento do piso de ingresso.
A greve dos bancários não suspende
automaticamente os vencimentos de boletos, parcelas de financiamento, cartões,
tributos ou contas de consumo. Os clientes deverão recorrer, quando
disponíveis, a aplicativos, internet banking, caixas eletrônicos,
correspondentes bancários e centrais telefônicas.
