Aplicação de injeção, furação de orelha, medição de pressão, testes de glicemia, Covid e gripe. Estes serviços, assim como a venda de dermocosméticos, medicamentos sem prescrição e os regulados, como as canetas emagrecedoras, estão disponíveis em lojas do Assaí em várias capitais, inclusive Natal.
O Assaí Farma marca a entrada do varejo
alimentar na venda de medicamentos, desde que foi aprovada, em março, a lei
15.357/2026.
A legislação veio com restrições: é preciso
que a farmácia esteja em um espaço segregado do resto do supermercado, com a
presença de um farmacêutico responsável durante todo o período em que estiver
aberta.
O Assaí recebe cerca de 40 milhões de
consumidores por mês em seus 313 atacarejos. O projeto ainda está em fase
inicial de experiência. Os varejistas de alimentos vão disputar espaço com
gigantes do setor de rede de farmácias.
O presidente da Sindusfarma (Sindicato da
Indústria de Produtos Farmacêuticos), Nelson Mussolini, também não aposta em
uma guinada nas vendas de medicamentos. “A legislação impôs limites à operação,
o que para nós é favorável, não queríamos venda de canetas para emagrecer junto
com salgadinhos”, diz.
A Abrafarma (Associação Brasileira de Redes
de Farmácias e Drogarias), que reúne as 29 grandes redes de varejo farmacêutico
do país, responsáveis por um faturamento de R$ 118,5 bilhões no ano passado, criticou
a iniciativa da venda de medicamentos em supermercados.
