20 de julho de 2026

Supermercados iniciam a venda de medicamentos e acirram briga com farmácias

 Aplicação de injeção, furação de orelha, medição de pressão, testes de glicemia, Covid e gripe. Estes serviços, assim como a venda de dermocosméticos, medicamentos sem prescrição e os regulados, como as canetas emagrecedoras, estão disponíveis em lojas do Assaí em várias capitais, inclusive Natal.

O Assaí Farma marca a entrada do varejo alimentar na venda de medicamentos, desde que foi aprovada, em março, a lei 15.357/2026.

A legislação veio com restrições: é preciso que a farmácia esteja em um espaço segregado do resto do supermercado, com a presença de um farmacêutico responsável durante todo o período em que estiver aberta.

O Assaí recebe cerca de 40 milhões de consumidores por mês em seus 313 atacarejos. O projeto ainda está em fase inicial de experiência. Os varejistas de alimentos vão disputar espaço com gigantes do setor de rede de farmácias.

O presidente da Sindusfarma (Sindicato da Indústria de Produtos Farmacêuticos), Nelson Mussolini, também não aposta em uma guinada nas vendas de medicamentos. “A legislação impôs limites à operação, o que para nós é favorável, não queríamos venda de canetas para emagrecer junto com salgadinhos”, diz.

A Abrafarma (Associação Brasileira de Redes de Farmácias e Drogarias), que reúne as 29 grandes redes de varejo farmacêutico do país, responsáveis por um faturamento de R$ 118,5 bilhões no ano passado, criticou a iniciativa da venda de medicamentos em supermercados.