A
medida atende a uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), que determinou a
adoção de mecanismos para impedir o uso de recursos dos programas sociais em
apostas.
Todos
os 27 milhões de beneficiários do Bolsa Família e do BPC estão impedidos de
criar contas em plataformas de apostas. No entanto, a Fazenda informou que 2,8
milhões já possuíam cadastro e tiveram o acesso bloqueado.
A
legislação também proíbe apostas por agentes públicos ligados ao setor, atletas
profissionais, árbitros, dirigentes esportivos, fiscais, técnicos e pessoas
diagnosticadas com ludopatia.
Nesse
caso, porém, o bloqueio depende de autodeclaração, já que não existe um sistema
automatizado para impedir o cadastro dessas categorias.
Além
dos bloqueios determinados pelo governo, mais de 925 mil pessoas aderiram ao
sistema de autoexclusão, ferramenta que impede voluntariamente o acesso às
plataformas autorizadas de apostas.
O
bloqueio pode valer por prazo determinado ou indeterminado. Na segunda opção, o
usuário só pode solicitar a retirada da restrição após 12 meses.
