Sem uma aliança nacional, a tendência é que
os diretórios estaduais das legendas tenham liberdade para apoiar o candidato
que considerarem mais conveniente em cada estado.
A decisão foi influenciada por desgastes na
relação entre Flávio e dirigentes da federação nos últimos meses, além da
pressão de lideranças estaduais pela neutralidade na disputa pelo Palácio do
Planalto.
A federação partidária reúne duas ou mais
siglas, que passam a atuar nacionalmente de forma conjunta durante, no mínimo,
quatro anos.
O Progressistas (PP) já demonstrava
insatisfação com a postura de Flávio desde que o presidente da legenda, senador
Ciro Nogueira, foi alvo da Polícia Federal na investigação envolvendo o Banco
Master e o empresário Daniel Vorcaro, em maio deste ano. Nogueira esperava uma
manifestação pública de Flávio Bolsonaro em sua defesa, o que não ocorreu.
Antes do desgaste entre as duas legendas, a
hipótese de Ciro Nogueira compor como vice em uma chapa encabeçada por Flávio
Bolsonaro chegou a ser considerada.
Em seguida, o presidente do União Brasil,
Antonio Rueda, também passou a demonstrar incômodo após a prisão do ex-prefeito
de Belford Roxo, Márcio Canella (União), pré-candidato ao Senado pelo Rio de
Janeiro e aliado de Flávio.
Além desses episódios, os presidentes dos
partidos receberam, desde o início do ano, pedidos de filiados para que a
federação mantivesse neutralidade na disputa presidencial. O principal
argumento é regional: deputados, especialmente do Nordeste, avaliam que um
apoio formal a Flávio poderia prejudicar candidaturas locais em estados onde o
presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) mantém forte apoio eleitoral.
Apesar da decisão de não embarcar
nacionalmente na campanha de Flávio Bolsonaro, o Progressistas pretende liberar
seus diretórios estaduais para definir os apoios locais.
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