9 de junho de 2026

Setor bancário cita "grande preocupação" com suspensão do consignado do INSS

 O Tribunal de Contas da União (TCU) recomendou a suspensão geral da concessão de novos empréstimos consignados para beneficiários do INSS. A medida drástica foi adotada devido a falhas de segurança no sistema e práticas abusivas, e continuará válida até que os controles internos sejam considerados adequados.

Além da paralisação geral, o INSS tem suspendido pontualmente bancos e financeiras específicas devido a irregularidades como cobranças indevidas e fraudes.

As entidades do setor bancário brasileiro manifestaram “grande preocupação, surpresa e insegurança” após a decisão cautelar do TCU que interrompeu a concessão de novos empréstimos consignados e cartões para beneficiários do INSS.

A decisão do TCU ocorreu devido a indícios de fraudes, falhas de controle operacional, riscos de prejuízos financeiros aos aposentados e vazamento de dados.

A Federação Brasileira de Bancos (Febraban), a Associação Brasileira de Bancos (ABBC) e a Zetta (que representa fintechs) afirmaram que a paralisação afeta um mercado estratégico. Eles defendem o setor e alertam para os riscos que a medida impõe aos aposentados de baixa renda que utilizam a modalidade.

A suspensão afeta temporariamente um mercado regulado de crédito que movimenta bilhões de reais, impactando diretamente o planejamento de liquidez das instituições financeiras e a oferta de crédito a esse público.