A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS)
aprovou na sexta-feira (29) o reajuste máximo de 5,11% para planos de saúde
individuais e familiares.
O índice ficou abaixo do teto autorizado no
ano passado, de 6,06%, e manteve a trajetória de desaceleração observada após
os percentuais mais elevados registrados no pós-pandemia.
Pela série histórica da ANS, trata-se do
menor reajuste desde 2000, ano em que foi regulamentado o teto, desconsiderado
o índice negativo excepcional de 2021, quando houve redução de -8,19%.
Entre os maiores reajustes já autorizados
estão os de 2015, 2016 e 2017, todos acima de 13%, além de 2022, com 15,5%.
O percentual poderá ser aplicado pelas
operadoras no período entre maio de 2026 e abril de 2027, sempre no mês de
aniversário de cada contrato. A decisão foi tomada durante reunião
extraordinária da diretoria colegiada da agência nesta manhã.
O reajuste vale apenas para planos
contratados diretamente por pessoas físicas, modalidade que reúne cerca de 7,7
milhões de beneficiários no país, ou 14,5% dos 52,9 milhões de consumidores de
planos de assistência médica no Brasil.
Os contratos coletivos, empresariais ou por
adesão, firmados via sindicatos e associações, seguem sem teto definido pela
agência e têm os percentuais negociados entre operadoras e contratantes.
