29 de junho de 2026

Limite de faturamento do MEI poderá ficar entre R$ 130 mil e R$ 140 mil em 2027

 O Governo Federal prepara uma proposta para ampliar o limite anual de faturamento permitido aos microempreendedores individuais (MEI), atualmente fixado em R$ 81 mil. Segundo o ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti, o Executivo trabalha com uma faixa entre R$ 130 mil e R$ 140 mil por ano, em medida que busca recompor a inflação acumulada desde a última atualização do teto, em 2018.

A expectativa é de que o projeto seja encaminhado ao Congresso Nacional nos próximos dias pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

A proposta prevê que o novo limite seja implementado de forma gradual entre 2027 e 2028. Segundo o ministro, o escalonamento tem como objetivo reduzir o impacto sobre as contas públicas e preservar o equilíbrio fiscal, ao mesmo tempo em que amplia a capacidade de crescimento dos pequenos negócios enquadrados no regime simplificado.

Criado em 2008 pela Lei Complementar nº 128, o regime do Microempreendedor Individual foi concebido para estimular a formalização de trabalhadores autônomos e pequenos empreendedores por meio de um sistema simplificado de tributação. Atualmente, o enquadramento permite faturamento bruto anual de até R$ 81 mil, contratação de um empregado e recolhimento mensal de tributos por meio do Documento de Arrecadação do Simples Nacional (DAS).

A ausência de reajustes no limite de faturamento ao longo dos últimos anos passou a ser alvo de críticas de entidades representativas do setor.

Na prática, o aumento do limite poderá permitir que milhares de empreendedores permaneçam enquadrados no regime do MEI por mais tempo, evitando a migração para categorias tributárias mais complexas e com carga fiscal superior. O governo avalia que a medida poderá reduzir distorções provocadas pela defasagem do limite atual e preservar o ambiente de formalização dos pequenos negócios.