11 de maio de 2026

TSE celebra 30 anos da urna eletrônica com foco no combate à desinformação

 A urna eletrônica completou 30 anos em maio. Desenvolvida pela Justiça Eleitoral e utilizada pela primeira vez em 1996, a urna eletrônica reduziu riscos de fraude e ampliou a segurança e a confiabilidade das eleições brasileiras, consolidando-se como símbolo do sistema democrático. O TSE realizou em Brasília um evento com foco na segurança e na desinformação.

Ao longo de três décadas, o equipamento se firmou como instrumento essencial para garantir rapidez na apuração e segurança no processo eleitoral, com base em constante aprimoramento tecnológico e rigorosos procedimentos de auditoria.

Cerca de 32 milhões de brasileiros votaram em urna eletrônica pela primeira vez nas eleições municipais de 1996, quando a tecnologia foi implementada em todas as capitais e nas cidades com mais de 200 mil eleitores.

Embora a urna eletrônica tenha 30 anos, seu uso já era previsto no Código Eleitoral de 1932, ou seja, há quase cem anos, a máquina de votar era citada no documento.

A urna eletrônica já teve 14 modelos, atualizados com sistemas desenvolvidos pela equipe técnica do Tribunal Superior Eleitoral. No momento em que o eleitor aperta a tecla confirma, o voto é guardado de forma aleatória numa tabela chamada registro digital do voto, que não identifica quem votou. Ao final da votação, o mesário digita uma senha e o programa da urna faz a contagem dos votos, que são impressos no boletim de urnas e o resultado já fica acessível a todos.

A urna eletrônica brasileira é reconhecida no mundo, mas costuma ser alvo de fake news, que aumentam em período eleitoral. Buscar informações em fontes confiáveis é fundamental para reconhecer narrativas falsas.