A urna eletrônica completou 30 anos em maio. Desenvolvida pela Justiça Eleitoral e utilizada pela primeira vez em 1996, a urna eletrônica reduziu riscos de fraude e ampliou a segurança e a confiabilidade das eleições brasileiras, consolidando-se como símbolo do sistema democrático. O TSE realizou em Brasília um evento com foco na segurança e na desinformação.
Ao longo de três décadas, o equipamento se
firmou como instrumento essencial para garantir rapidez na apuração e segurança
no processo eleitoral, com base em constante aprimoramento tecnológico e
rigorosos procedimentos de auditoria.
Cerca de 32 milhões de brasileiros votaram em
urna eletrônica pela primeira vez nas eleições municipais de 1996, quando a
tecnologia foi implementada em todas as capitais e nas cidades com mais de 200
mil eleitores.
Embora a urna eletrônica tenha 30 anos, seu
uso já era previsto no Código Eleitoral de 1932, ou seja, há quase cem anos, a
máquina de votar era citada no documento.
A urna eletrônica já teve 14 modelos,
atualizados com sistemas desenvolvidos pela equipe técnica do Tribunal Superior
Eleitoral. No momento em que o eleitor aperta a tecla confirma, o voto é
guardado de forma aleatória numa tabela chamada registro digital do voto, que
não identifica quem votou. Ao final da votação, o mesário digita uma senha e o
programa da urna faz a contagem dos votos, que são impressos no boletim de
urnas e o resultado já fica acessível a todos.
A urna eletrônica brasileira é reconhecida no
mundo, mas costuma ser alvo de fake news, que aumentam em período eleitoral.
Buscar informações em fontes confiáveis é fundamental para reconhecer
narrativas falsas.
