O Ministério da Saúde vem paulatinamente substituindo o uso indiscriminado de borrifação de Ultra Baixo Volume (UBV), nome técnico para a ferramenta, o chamado carro fumacê no combate aos mosquito Aedes aegypti.
Para o Ministério da Saúde, a exposição prolongada ao
pesticida utilizado pelo fumacê pode desencadear problemas respiratórios em
humanos e matar outros insetos importantes para os ecossistemas, como abelhas e
borboletas.
O carro fumacê vem sendo substituído pelas Estações
Disseminadoras de Larvicida (EDLs), nova ferramenta que utiliza o comportamento
do inseto contra ele próprio. Diferente das armadilhas tradicionais, conhecidas
como ovitrampas — palhetas que fixam os ovos postos e servem para monitorar a
densidade dos mosquitos em uma região —, a EDL possui uma tela impregnada com
larvicida.
Outra tecnologia é o mosquito Wolbachia, também conhecido
como “mosquito do bem”. Apesar do nome diferente, a ferramenta é simples: são
Aedes Aegypti inoculados com a bactéria Wolbachia, monitoramento com
inteligência artificial e dispersão de larvicidas por drones que age impedindo
o desenvolvimento dos vírus da dengue, da Zika e da chikungunya no inseto.
A tecnologia já é usada em pelo menos 15 países, onde
apresentaram redução significativa das arboviroses. Na Austrália e na Colômbia,
por exemplo, a queda dos casos de dengue foi maior do que 90%. No Brasil, em
uma prova de conceito realizada na cidade de Niterói, no Rio de Janeiro, os
mosquitos do bem diminuíram aproximadamente 69% dos casos de dengue, enquanto
os de chikungunya caíram 60% e os de zika 37%.
Aliado às novas tecnologias, o Ministério da Saúde ainda
destaca a importância da vacina contra a dengue, incorporada ao Sistema Único
de Saúde (SUS) em 2024.
