19 de maio de 2026

Carro fumacê está sendo substituído por novas tecnologias no combate ao Aedis aegypti

 O Ministério da Saúde vem paulatinamente substituindo o uso indiscriminado de borrifação de Ultra Baixo Volume (UBV), nome técnico para a ferramenta, o chamado carro fumacê no combate aos mosquito Aedes aegypti.

Para o Ministério da Saúde, a exposição prolongada ao pesticida utilizado pelo fumacê pode desencadear problemas respiratórios em humanos e matar outros insetos importantes para os ecossistemas, como abelhas e borboletas.

O carro fumacê vem sendo substituído pelas Estações Disseminadoras de Larvicida (EDLs), nova ferramenta que utiliza o comportamento do inseto contra ele próprio. Diferente das armadilhas tradicionais, conhecidas como ovitrampas — palhetas que fixam os ovos postos e servem para monitorar a densidade dos mosquitos em uma região —, a EDL possui uma tela impregnada com larvicida.

Outra tecnologia é o mosquito Wolbachia, também conhecido como “mosquito do bem”. Apesar do nome diferente, a ferramenta é simples: são Aedes Aegypti inoculados com a bactéria Wolbachia, monitoramento com inteligência artificial e dispersão de larvicidas por drones que age impedindo o desenvolvimento dos vírus da dengue, da Zika e da chikungunya no inseto.

A tecnologia já é usada em pelo menos 15 países, onde apresentaram redução significativa das arboviroses. Na Austrália e na Colômbia, por exemplo, a queda dos casos de dengue foi maior do que 90%. No Brasil, em uma prova de conceito realizada na cidade de Niterói, no Rio de Janeiro, os mosquitos do bem diminuíram aproximadamente 69% dos casos de dengue, enquanto os de chikungunya caíram 60% e os de zika 37%.

Aliado às novas tecnologias, o Ministério da Saúde ainda destaca a importância da vacina contra a dengue, incorporada ao Sistema Único de Saúde (SUS) em 2024.