12 de maio de 2026

Caramujo gigante africano invade quintais após chuvas com risco de contaminação

O aumento das chuvas no Rio Grande do Norte acendeu um alerta da Unidade de Vigilância de Zoonoses (UVZ) para o avanço do caramujo gigante africano nos bairros da capital.

A espécie invasora costuma aparecer em quintais, terrenos e áreas úmidas e pode transmitir doenças perigosas à população. O molusco se prolifera rapidamente em ambientes quentes e úmidos, principalmente durante o período chuvoso.

A orientação é que moradores evitem contato direto e façam o descarte correto dos animais.

Conhecido cientificamente como Achatina fulica, o caramujo africano foi introduzido ilegalmente no Brasil na década de 1980 como alternativa comercial ao escargot. Com o tempo, a espécie se espalhou pelo país e hoje é considerada uma praga urbana e agrícola.

Além de invadir quintais, hortas e terrenos baldios, o molusco preocupa por causa dos riscos à saúde. Segundo a Vigilância de Zoonoses, o animal pode transmitir a angiostrongilíase, doença causada por vermes presentes no caramujo. A contaminação pode ocorrer por meio do contato com o muco deixado em frutas, verduras e legumes consumidos sem higienização adequada.

A Vigilância alerta ainda para a importância de diferenciar o caramujo africano das espécies nativas, como os megalobulimus, que são importantes para o equilíbrio ambiental e não oferecem risco. Os caramujos nativos possuem conchas mais arredondadas, claras e sem bordas cortantes.