O programa “Desenrola” 2.0 do Governo Federal oferece descontos de até 90% nas dívidas de famílias endividadas, prevê travar o acesso a novas linhas de crédito com juros abusivos como o rotativo do cartão que chega a 435,9% ao ano e deve ser implementado por medida provisória em 2026.
Milhões de brasileiros que convivem com
dívidas fora de controle podem ter uma chance real de recomeçar.
O Governo Federal anunciou o retorno do
programa “Desenrola” em uma versão 2.0 que vai além da renegociação: além de
oferecer descontos de até 90% nas dívidas, o projeto propõe travar o acesso dos
beneficiários a novas linhas de crédito com taxas abusivas, criando um
mecanismo que busca impedir que as famílias voltem a se endividar depois de
limpar o nome. O programa está em fase final de elaboração e deve ser
implementado por medida provisória ainda em 2026.
A estratégia do governo ataca o problema das
dívidas em duas frentes simultâneas. A primeira é a renegociação com descontos
que podem chegar a 90% do valor total da dívida, com instituições financeiras
contando com apoio governamental que utiliza fundos públicos como garantia. A
segunda é a limitação do acesso ao crédito rotativo do cartão, que atinge a
taxa astronômica de 435,9% ao ano e é uma das principais armadilhas que empurram
famílias de volta ao endividamento. O “Desenrola” 2.0 tenta resolver não apenas
as dívidas que já existem, mas evitar que novas se acumulem.
Os descontos generosos nas dívidas combinados
com a redução das taxas de juros devem transformar a realidade financeira de
famílias que hoje não conseguem sequer pagar o mínimo do cartão. O programa se
destina a famílias endividadas que perderam a capacidade de honrar seus
compromissos e que, sem intervenção, permaneceriam com o nome negativado por
anos.
O objetivo é devolver essas pessoas ao
mercado de consumo e ao sistema bancário de forma saudável, sem que a
renegociação se torne apenas um adiamento do problema.
