10 de abril de 2026

MP Eleitoral cria rede para contestar candidaturas e impedir “bancada do crime”


 O Ministério Público Eleitoral prepara uma ofensiva junto ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral) para contestar candidaturas ligadas a facções e impedir a formação de uma “bancada do crime” na política brasileira a partir do próximo ano.

A estratégia inclui uma rede de inteligência para identificar se um determinado candidato é financiado pelo crime organizado ou se sua campanha inclui coação do eleitorado por parte de facções criminosas.

O combate à interferência das milícias foi eleito pelo Procurador-Geral da República e Procurador-Geral Eleitoral, Paulo Gonet, uma das prioridades para as eleições de 2026 - assim como ações contra a violência política de gênero e contra o uso indevido de inteligência artificial.

Um grupo de trabalho da MP Eleitoral mapeia informações estratégicas sobre as organizações criminosas para detectar em que medida elas já estão infiltradas no processo eleitoral, mesmo neste período de pré-campanha.

A rede integra os chamados Gaecos (Grupos de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) e os núcleos de inteligência tanto do Ministério Público Federal quanto dos MPs estaduais e do Distrito Federal.