No Rio Grande do Norte, porém, a medida não deve ter
efeitos imediatos. As principais redes supermercadistas com atuação no Estado, ainda
não têm planos, no curto prazo, de aderirem ao modelo.
Quando a prática avançar, no entanto, o setor supermercadista
deve ser o principal beneficiado, já que a mudança abre caminho para que as
redes atraiam produtos de maior valor agregado, comercializados pelas
farmácias, conforme avaliam especialistas.
Isso porque a tendência é de que as chamadas
"farmácias de bairro" que, em geral, ofertam menos serviços
especializados do que lojas de rede, possam ser engolidas por essas, precisando
se unir em cooperativas para continuar existindo.
O presidente da Associação Brasileira de Supermercados
(Abras), João Galassi, afirma que a legislação vai mudar o formato dos
supermercados brasileiros atuais, contribuindo para "a evolução em um hub
de serviços".
Segundo ele, o setor de supermercados não é somente
varejo alimentar, une conveniência e food service, que há algum tempo estão
querendo vender remédios que não precisam de prescrição médica.
Em alguns estados, o Sindicato dos Farmacêuticos tem
criticado a medida, alegando que a lei não representa uma vitória para a saúde
pública, mas sim uma contenção de danos. Acredita que as farmácias deverão
investir fortemente não mais em produto, mas sim na área de estética e na área
de exames laboratoriais e manipulação.
