Principal reduto
eleitoral de Lula (PT) na vitória de 2022, o Nordeste tornou-se um campo de
alerta para o Palácio do Planalto.
Dados recentes
apontam um cenário desafiador: a rejeição ao presidente na região oscilou
negativamente, enquanto o governo enfrenta crises internas em 6 dos 9 estados
nordestinos.
A região foi a
única no país em que o petista venceu há quatro anos, mas a diferença foi tão
grande (69,3% a 30,7%, 12,5 milhões de votos a mais) que compensou a derrota no
resto do Brasil e o levou ao terceiro mandato.
Aliados afirmam que
repetir uma vitória esmagadora no Nordeste é essencial para a reeleição.
As pesquisas
mostram que Lula continua apoiado pela maioria dos eleitores do Nordeste após
três anos de mandato, mas a avaliação positiva perdeu força. Em março de 2022, 27% dos eleitores do
Nordeste diziam que não votariam de jeito nenhum no petista, de acordo com o
Datafolha.
Na pesquisa feita
pelo instituto neste mês, 33% se recusam a votar nele. O então presidente Jair
Bolsonaro (PL) era rejeitado por 62% há quatro anos.
Naquela sondagem de
2022, Lula registrava apoio de 67% dos eleitores nordestinos no segundo turno
contra 26% de Bolsonaro, percentual que se manteve estável até a véspera do
primeiro turno.
Agora, o instituto
aponta o presidente com 59% a 30% contra o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) na
região.
Em ambas as
pesquisas, a margem de erro é de 4 pontos percentuais para mais ou para menos
no recorte entre os eleitores do Nordeste.
A avaliação do
governo na região continua positiva, mas também piorou ao longo do atual
mandato.
Em setembro de
2023, 49% dos moradores acreditavam que a gestão era ótima ou boa e 21% a
avaliavam como ruim ou péssima. Na pesquisa mais recente, a diferença reduziu
para 41% a 29%.
