18 de março de 2026

Nordeste se transforma em “dor de cabeça” para Lula na reeleição

Principal reduto eleitoral de Lula (PT) na vitória de 2022, o Nordeste tornou-se um campo de alerta para o Palácio do Planalto.

Dados recentes apontam um cenário desafiador: a rejeição ao presidente na região oscilou negativamente, enquanto o governo enfrenta crises internas em 6 dos 9 estados nordestinos.

A região foi a única no país em que o petista venceu há quatro anos, mas a diferença foi tão grande (69,3% a 30,7%, 12,5 milhões de votos a mais) que compensou a derrota no resto do Brasil e o levou ao terceiro mandato.

Aliados afirmam que repetir uma vitória esmagadora no Nordeste é essencial para a reeleição.

As pesquisas mostram que Lula continua apoiado pela maioria dos eleitores do Nordeste após três anos de mandato, mas a avaliação positiva perdeu força.  Em março de 2022, 27% dos eleitores do Nordeste diziam que não votariam de jeito nenhum no petista, de acordo com o Datafolha.

Na pesquisa feita pelo instituto neste mês, 33% se recusam a votar nele. O então presidente Jair Bolsonaro (PL) era rejeitado por 62% há quatro anos.

Naquela sondagem de 2022, Lula registrava apoio de 67% dos eleitores nordestinos no segundo turno contra 26% de Bolsonaro, percentual que se manteve estável até a véspera do primeiro turno.

Agora, o instituto aponta o presidente com 59% a 30% contra o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) na região.

Em ambas as pesquisas, a margem de erro é de 4 pontos percentuais para mais ou para menos no recorte entre os eleitores do Nordeste.

A avaliação do governo na região continua positiva, mas também piorou ao longo do atual mandato.

Em setembro de 2023, 49% dos moradores acreditavam que a gestão era ótima ou boa e 21% a avaliavam como ruim ou péssima. Na pesquisa mais recente, a diferença reduziu para 41% a 29%.