Bancários de todo o país vêm protestando contra o fechamento de agências e as demissões no Itaú, denunciando os impactos da reestruturação promovida pelo banco sobre trabalhadores e a população.
Mesmo com
resultados bilionários, o Itaú Unibanco segue reduzindo sua estrutura. Em 2025,
a holding encerrou o ano com 82.693 trabalhadores no Brasil, após eliminar
3.535 postos de trabalho em 12 meses, sendo 916 apenas no último trimestre.
No mesmo período, o
banco fechou 319 agências físicas, enquanto ampliou sua base de clientes em 1,8
milhão, ultrapassando a marca de 100 milhões.
Para o movimento
sindical, os números escancaram uma contradição: o banco cresce, aumenta sua
base de clientes e mantém alta lucratividade, ao mesmo tempo em que reduz o
atendimento presencial e enxuga o quadro de funcionários.
O fechamento de
unidades tem provocado superlotação nas agências remanescentes, com filas
extensas, demora no atendimento e dificuldade para a resolução de demandas
básicas.
Clientes são
obrigados a se deslocar para unidades mais distantes, que muitas vezes não
possuem estrutura física nem número suficiente de trabalhadores para absorver o
aumento da demanda.
A reestruturação
também tem impactado diretamente os bancários. Dados apontam que 79% dos
trabalhadores atingidos foram realocados - frequentemente em condições
inadequadas -, enquanto 18% foram desligados e 3% pediram demissão diante da
pressão.
Relatos indicam
aumento das metas, intensificação da cobrança por resultados e crescimento dos
casos de adoecimento, como estresse, ansiedade e depressão.
Para a coordenadora
da Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Itaú, Valeska Pincovai, a
política adotada pelo banco é inaceitável. “Manifestamos profunda preocupação e
repúdio diante do fechamento contínuo de agências promovido pelo Itaú. Não se
trata apenas de uma decisão administrativa, mas de uma escolha que impacta
diretamente a vida dos trabalhadores e da população”, afirmou.
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