10 de fevereiro de 2026

TJRN institui mutirão para julgar processos de violência doméstica em Natal e Parnamirim

 O Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte instituiu um mutirão extraordinário voltado ao exame, impulsionamento, realização de audiências e julgamento de processos de violência doméstica e familiar contra a mulher que ainda não tiveram audiência realizada.

A medida foi oficializada por meio da Portaria nº 160, de 5 de fevereiro de 2026, e abrange ações distribuídas nos anos de 2022 e 2023.

O mutirão será realizado no 1º e no 2º Juizados de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher da Comarca de Natal e no Juizado de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher da Comarca de Parnamirim.

A iniciativa foi adotada a partir de dados da Secretaria de Gestão Estratégica do TJRN, que apontaram a existência de acervo relevante de processos pendentes de audiência nessas unidades, com maior concentração nos juizados da capital.

De acordo com o juiz auxiliar da Presidência do TJRN, Bruno Lacerda, “o elevado número de processos reflete o aumento das demandas relacionadas à violência contra a mulher. Não se sabe se esse aumento decorre de fatores externos, como o aumento das notificações de violência, ou de fatores sociais que indicam uma crescente violência nas relações familiares”.

Para a execução dos trabalhos, foram designados magistrados com jurisdição integral, seguindo o critério de terminação ímpar e par do número do processo. No 1º Juizado de Violência Doméstica de Natal, atuarão os juízes Demétrio Demerval Trigueiro do Vale Neto, nos processos com terminação par, e Francisco Pereira Rocha Júnior, nos de terminação ímpar.

No 2º Juizado da capital, foram designados os juízes Rúsio Lima de Melo, para processos pares, e Renato Levi Dantas Jales, para os ímpares. Já no Juizado de Violência Doméstica de Parnamirim, atuarão os juízes Bruno Montenegro Ribeiro Dantas, nos processos com terminação par, e Janaína Lobo da Silva Maia, nos de terminação ímpar.