5 de fevereiro de 2026

CNJ aprova regras mais rígidas contra assédio no Poder Judiciário

 O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) aprovou mudanças na resolução 351/20 para ampliar a proteção a vítimas de assédio e discriminação no Judiciário.

A decisão foi tomada na 1ª sessão virtual extraordinária de 2026, no último dia 29, e atualiza a política instituída em 2020 para prevenção e enfrentamento dessas condutas no âmbito do Poder Judiciário.

As alterações ampliam o alcance da norma e fortalecem mecanismos de acolhimento, prevenção e responsabilização, com ênfase na vedação de retaliações contra pessoas que noticiem, testemunhem ou colaborem com apurações.

Com a atualização, a política passa a abranger todas as condutas de assédio e discriminação nas relações profissionais do Judiciário, incluindo estagiários, aprendizes, voluntários, terceirizados e prestadores de serviços. A aplicação da norma também é estendida às serventias extrajudiciais.

Outro ponto relevante é a formalização do conceito de "notícia de assédio ou discriminação". A resolução passa a considerar como notícia qualquer comunicação, ainda que informal, sobre assédio moral, assédio sexual ou discriminação, o que amplia as possibilidades de acolhimento e encaminhamento dos casos.

A norma detalha medidas que podem caracterizar retaliação, vedando represálias a quem comunique ou participe de investigações. Entre os exemplos estão exoneração, mudança de lotação sem justificativa, alterações abruptas em avaliações de desempenho, restrição de atribuições e negativa de oportunidades de capacitação.