9 de janeiro de 2026

PF apura contratação de influenciadores para defender Banco Master e atacar BC

A Polícia Federal apura de forma inicial a denúncia de contratação de influenciadores digitais para atacar o Banco Central em favor do Banco Master, alvo de investigação por fraude de R$ 12 bilhões.

A Diretoria de Inteligência da PF está, neste momento, produzindo uma informação de polícia judiciária, chamada de IPJ. Com base nesses elementos, a PF poderá instaurar um inquérito policial.

Sabe-se que influenciadores dizem ter sido procurados por representantes de empresas que atuam com marketing digital no final de 2025 para fazerem publicações e divulgarem informações questionando a liquidação extrajudicial do Banco Master pelo Banco Central.

As denúncias foram feitas por Rony Gabriel, vereador de Erechim pelo PL, e pela jornalista Juliana Moreira Leite, ambos influenciadores de direita. Ele tem cerca de 1,7 milhão de seguidores no Instagram, enquanto ela é acompanhada por 1,4 milhão de pessoas na plataforma.

Em uma publicação nas redes sociais, Rony revelou ter sido procurado no dia 20 de dezembro por um representante de uma empresa para fazer o “gerenciamento de reputação e gestão de crise para um grande executivo”.

No contato, o representante da agência UNLTD Brasil dizia estar “contratando perfis que se posicionam para nos ajudar nessa disputa política em que estamos travando contra o sistema”. E reforça: “É um caso de repercussão nacional. Gente grande. Esquerda e centrão envolvidos”.

Ao fazer a proposta, o representante, em conversa com um assessor do vereador, disse que precisava assinar um contrato de confidencialidade para avançar nos detalhes. A multa por romper o sigilo é de R$ 800 mil.