3 de janeiro de 2026

MEC negocia nova fórmula do Piso Salarial dos Professores para 2026

O Ministério da Educação iniciou negociações com representantes de professores, estados e municípios para alterar a fórmula de cálculo do piso salarial nacional do magistério a partir de 2026. A equipe do governo busca um modelo que garanta reajuste anual, preserve o poder de compra dos docentes e, ao mesmo tempo, dê mais previsibilidade orçamentária aos gestores.

Segundo o ministro Camilo Santana, um projeto de lei só será enviado ao Congresso se houver consenso entre as entidades representativas dos professores e os governos locais. A principal crítica à regra atual é a forte oscilação dos índices, o que gera anos sem qualquer ganho e outros com reajustes muito acima da capacidade financeira de muitos entes federados.

O governo sinaliza que a diretriz central é evitar perdas salariais para a categoria e manter a política de valorização docente. A fala ocorre em meio à apreensão de educadores, já que estimativas preliminares indicavam possibilidade de aumento limitado, influenciado pela variação do Valor Aluno Ano do Fundeb.

Em 2025, o piso nacional do magistério teve reajuste de 6,27%, alcançando R$ 4.867,77 para jornada de 40 horas semanais, aumento acima da inflação acumulada de 4,77% em 2024.

A fórmula em vigor tem sido questionada na Justiça e criticada por sindicatos e gestores por gerar imprevisibilidade extrema, como em 2021, quando não houve reajuste, e em 2022, quando o índice chegou a 33%. Para o MEC, essa volatilidade é ruim tanto para os professores, que podem não ter correção nem da inflação, quanto para estados e municípios, que por vezes assumem aumentos acima da capacidade de pagamento.

Apesar de ser referência nacional obrigatória, o piso ainda não é cumprido integralmente em todas as redes de ensino.