A cúpula do União Brasil bateu o martelo e vai entregar dois dos ministérios que ocupa no governo Lula. O desembarque deve ocorrer já em setembro.
Dos três ministros indicados pelo União, apenas Celso
Sabino (Turismo) é filiado à sigla. Nesse caso, a coluna apurou que ele será
expulso da legenda se permanecer no governo como cota pessoal de Lula.
Outro que terá que entregar o cargo é Frederico Siqueira
(Comunicações). Ele não tem filiação partidária, mas só está no ministério por
imposição do União.
A determinação partidária, contudo, não deve alcançar
Waldez Góes (Integração Nacional). Embora filiado ao PDT, o ministro só está no
posto porque o presidente do Congresso, Davi Alcolumbre (União-AP), quer. E
ninguém no União Brasil mexe com os cargos de Alcolumbre - nem mesmo o poderoso
presidente da sigla, Antonio Rueda.
Sem base de apoio no Congresso, a saída do União Brasil
do governo significa ainda mais dificuldades para o governo Lula aprovar
medidas que possam ajudar Lula na reeleição. A sigla elegeu 59 deputados,
terceira maior bancada da Câmara, atrás do PL (99) e do PT (67).
O partido não quer mais estender sua permanência no
governo, diante da decisão de que não irá apoiar a reeleição de Lula em 2026.
Isso, contudo, já era um fato desde abril, quando o União formou uma federação
com o PP - um dos maiores opositores do governo Lula. A federação obriga os
dois partidos a apoiarem o mesmo candidato ao Planalto em 2026.
