18 de outubro de 2016

Promotora não quer transferência da Ceasa para Parnamirim

A suspensão das atividades da Ceasa não pode ser utilizada como argumento para transferir a central de abastecimento para um novo espaço, que seria construído em Parnamirim. Essa é a avaliação da promotora Gilka da Mata, autora da ação que culminou com a determinação de saída dos comerciantes da Casa, num prazo de 72 horas a contar da notificação, por falta de obras ligadas ao saneamento do local.
De acordo com a promotora, as irregularidades apontadas pelo Ministério Público requerem adequações simples e que podem ser reparadas em um curto espaço de tempo, sem causar maiores danos aos permissionários que atuam na central.
Gilka afirma que é preciso fazer melhorias nos serviços de escoamento das águas servidas e das fossas do espaço.
A promotora ainda coloca que o assunto vem sendo discutido junto ao Governo do Estado e a Ceasa desde 2005. No entanto, nenhuma proposta concreta de adequação do espaço às exigências feitas pelo MP foi apresentada.
A promotora ainda questionou qual seria a origem dos recursos para ser empregado na construção de uma nova central de distribuição, visto que o Estado atravessa uma profunda crise financeira.
“Como não tem dinheiro para fazer uma adequação simples, mas tem dinheiro para construir uma estrutura, inclusive com esgotamento sanitário, em outro município? Nós, do Ministério Público, somos totalmente contra essa proposta de construção e transferência dos permissionários para outro município”, afirmou.