A
suspensão das atividades da Ceasa não pode ser utilizada como argumento para
transferir a central de abastecimento para um novo espaço, que seria construído
em Parnamirim. Essa é a avaliação da promotora Gilka da Mata, autora da ação
que culminou com a determinação de saída dos comerciantes da Casa, num prazo de
72 horas a contar da notificação, por falta de obras ligadas ao saneamento do
local.
De
acordo com a promotora, as irregularidades apontadas pelo Ministério Público
requerem adequações simples e que podem ser reparadas em um curto espaço de
tempo, sem causar maiores danos aos permissionários que atuam na central.
Gilka
afirma que é preciso fazer melhorias nos serviços de escoamento das águas servidas
e das fossas do espaço.
A
promotora ainda coloca que o assunto vem sendo discutido junto ao Governo do
Estado e a Ceasa desde 2005. No entanto, nenhuma proposta concreta de adequação
do espaço às exigências feitas pelo MP foi apresentada.
A
promotora ainda questionou qual seria a origem dos recursos para ser empregado
na construção de uma nova central de distribuição, visto que o Estado atravessa
uma profunda crise financeira.
“Como
não tem dinheiro para fazer uma adequação simples, mas tem dinheiro para
construir uma estrutura, inclusive com esgotamento sanitário, em outro
município? Nós, do Ministério Público, somos totalmente contra essa proposta de
construção e transferência dos permissionários para outro município”, afirmou.
