Apontado
pelo Ministério Público do Rio Grande do Norte como destacado traficante de
drogas em Natal, Gilson Miranda Silva é um dos dois investigados pela operação
Medellín que seguem foragidos.
Dos
14 mandados de prisão expedidos pela Justiça potiguar, apenas o dele e o da
esposa, Yonara de Paiva Torres, não foram cumpridos nesta terça-feira (6). No
entanto, de acordo com o MP, esta não é a primeira vez que o traficante escapa
da Justiça: segundo a denúncia, Gilson contou com o apoio de direto de uma
advogada – presa durante a operação – e de um policial civil para escapar da
prisão em outras oportunidades.
De
acordo com a denúncia, a advogada Ana Paula da Silva Nelson e o marido dela, o
policial civil Iriano Serafim Feitosa – morto em fevereiro deste ano – (foto) auxiliaram o traficante para
evitar que ele fosse preso em várias ocasiões. De acordo com o MP, o depoimento
de uma testemunha-chave comprovou o envolvimento do casal no esquema.
Segundo
o depoimento de Rayane Dantas Pinheiro, amiga de Ana Paula e mulher de Tibério
França (acusado pela morte de Iriano Feitosa), Ana Paula e o próprio Iriano
pagaram R$ 150 mil a um delegado da Polícia Civil (a denúncia do MP não
especifica qual delegado) para que ele liberasse um inquérito policial no qual
Gilson era investigado.
Ana
Paula e Iriano também teriam ajudado Gilson e a família dele a escaparem da
prisão durante a operação ‘Anjos Caídos’, deflagrada em julho de 2015. De
acordo com o depoimento de Rayane, o casal teria visto um organograma que
apontava o traficante como principal investigado no esquema, alertando sobre a
chegada da polícia.
O
MP ainda aponta que, além de informar a Gilson sobre o mandado de prisão, o
casal teria levado o traficante e a família até Recife, pagando, inclusive, parte
das despesas do criminoso na capital pernambucana.
