Os
bancários decidiram nesta sexta-feira (9) manter a greve iniciada na terça-feira,
rejeitando a proposta da Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) de reajuste de
7%, informou a Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro
(Contraf-CUT).
No
quarto dia de paralisação, 10.027 agências e 54 centros administrativos tiveram
as atividades paralisadas, ainda de acordo com a Contraf.
A
categoria havia rejeitado a primeira proposta da Fenaban - de reajuste de 6,5%
sobre os salários, a PLR e os auxílios refeição, alimentação, creche, e abono
de R$ 3 mil. A proposta seguinte, também rejeitada, foi de reajuste de 7% no
salário, PLR e nos auxílios refeição, alimentação, creche, além de abono de R$
3,3 mil.
Os
sindicatos alegam que a oferta não cobre a inflação do período e representa uma
perda de 2,39% para o bolso de cada bancário. Os bancários querem reposição da
inflação do período mais 5% de aumento real, valorização do piso salarial - no
valor do salário mínimo calculado pelo Dieese (R$ 3.940,24 em junho) -, PLR de
três salários mais R$ 8.317,90, além de outras reivindicações, como melhores
condições de trabalho.
Em
nota, a Federação Brasileira de Bancos (Febraban) lembra que os clientes podem
usar os caixas eletrônicos para agendamento e pagamento de contas (desde que
não vencidas), saques, depósitos, emissão de folhas de cheques, transferências
e saques de benefícios sociais.
