20 de dezembro de 2015

Mortos pela seca, cajueiros são cortados e viram lenha no RN

A pior seca dos últimos 100 anos no Rio Grande do Norte está devastando as plantações de caju, uma das principais atividades econômicas do estado.
No município de Serra do Mel, um dos maiores produtores de castanha de caju do país, a estiagem também tem sido implacável. Sem água, as plantas desidratam e morrem. E sem ter o que colher, a solução para o sertanejo é aproveitar o que resta: a madeira seca.
Hoje, cortar galhos e vender a lenha para fábricas de tijolos e telhas é o único jeito de se conseguir dinheiro e botar comida na mesa dos agricultores.
O Governo do RN busca soluções para crise na produção de caju em Serra do Mel e renovou por mais seis meses o estado de emergência em razão da seca histórica que assola o interior potiguar.
Segundo o decreto, publicado em setembro, os prejuízos com a estiagem somam mais de R$ 4,6 bilhões. Nestes últimos quatro anos, ainda de acordo com o documento, a produção agropecuária acumula uma queda de 57,54%. Quando o assunto é a cultura de subsistência, como o algodão e a produção de castanha de caju, a queda foi ainda maior: 60%.
O Rio Grande do Norte é o principal exportador de castanha de caju do país. Em 2011, último ano que se registrou boas chuvas no estado, 5,7 mil toneladas de castanha de caju fresca e sem casca foram vendidas para o exterior, o que representou um ganho de cerca de 50 milhões de dólares.