A
série de oito assassinatos de policiais civis e militares ocorridos só este
ano, mesmo que a maioria das vítimas estivesse fora de serviço, motivou os
operadores de segurança pública a protestarem contra a escalada da
criminalidade no Rio Grande do Norte.
Em
ato público que ocorreu ontem, em frente à Governadoria, no Centro
Administrativo de Lagoa Nova, policiais civis e militares e agentes
penitenciários cobraram mais investimentos do governo nessa área e pediram a
exoneração de toda a equipe de comando da segurança pública no Estado.
Durante
o ato, os policiais fizeram homenagem aos dois policiais civis mortos por
criminosos, no domingo, bem como aos PMs que foram vítimas de crimes violentos
neste ano de 2015 e ainda agentes penitenciários.
Cruzes
brancas foram espalhadas na grama em frente à Governadoria, algumas delas com
os nomes dos operadores da segurança que perderam suas vidas nos últimos meses.
De
acordo com Renata Pimenta, diretora jurídica do SINPOL-RN, o ato realizado
nesta terça-feira é o primeiro de outros que serão feitos nas próximas semanas.
No
último dia 22, os policiais civis Geraldo de Souza e Allyrio Cavaliere Nobre de
Souza, pai e filho, foram executados a tiros durante assalto na Redinha, na
zona Norte de Natal. Eles foram vítimas de assalto. Pelo menos quatro
criminosos - dois homens e duas mulheres - teriam participado do crime, sendo
que um deles foi morto durante a ação.
