14 de setembro de 2015

Novas denúncias contra o Arcebispo da Paraíba

Uma carta assinada por um monge da Igreja Anglicana reacendeu as denúncias que pesam sobre o Arcebispo da Paraíba, Dom Aldo di Cillo Pagotto. De acordo com o texto de Dom Rafael Caneschi, teria sido levado ao seu conhecimento o fato de que religiosos estariam vivendo como casais homoafetivos em um mosteiro na zona rural de Itatuba, a 114 km de João Pessoa-PB, e ele não teria tomado qualquer providência. Ao contrário, haveria o consentimento dos superiores.
O assunto é destaque na edição deste domingo do Jornal da Paraíba, que ouviu a versão da Igreja Católica sobre a carta de Dom Rafael. O fundador do mosteiro, monsenhor Jaelson de Andrade disse que a carta é caluniosa e suas denúncias, infundadas.
No dia 30 de agosto, o Jornal da Paraíba também noticiou que o Vaticano havia suspendido o Arcebispo da Paraíba.
A crise no clero da Paraíba não se instalou da noite para o dia. Segundo um padre que não quis se identificar, a insatisfação com o arcebispo foi crescendo ao longo dos anos. O ápice se deu em 2013, quando ocorreu uma visita canônica, ocasião na qual um representante do Vaticano veio a João Pessoa com a missão de ouvir os religiosos sobre a realidade vivida na Arquidiocese da Paraíba. Ao todo, 26 padres prestaram depoimentos contrários à conduta de Pagotto.
Um relatório foi feito e se transformou em um processo que tramita na alta cúpula da Igreja. No início deste ano, segundo o grupo de padres, dom Aldo foi a Roma prestar esclarecimentos sobre as investigações envolvendo seu nome. A expectativa, de acordo com o grupo é de que o Vaticano emita um parecer sobre a situação até novembro próximo, que pode ser, inclusive, a saída de dom Aldo.
As reclamações são muitas, mas o pedido dos religiosos é claro: eles querem a saída do arcebispo.