Uma
carta assinada por um monge da Igreja Anglicana reacendeu as denúncias que
pesam sobre o Arcebispo da Paraíba, Dom Aldo di Cillo Pagotto. De acordo com o
texto de Dom Rafael Caneschi, teria sido levado ao seu conhecimento o fato de
que religiosos estariam vivendo como casais homoafetivos em um mosteiro na zona
rural de Itatuba, a 114 km de João Pessoa-PB, e ele não teria tomado qualquer
providência. Ao contrário, haveria o consentimento dos superiores.
O
assunto é destaque na edição deste domingo do Jornal da Paraíba, que ouviu a
versão da Igreja Católica sobre a carta de Dom Rafael. O fundador do mosteiro,
monsenhor Jaelson de Andrade disse que a carta é caluniosa e suas denúncias,
infundadas.
No
dia 30 de agosto, o Jornal da Paraíba também noticiou que o Vaticano havia
suspendido o Arcebispo da Paraíba.
A
crise no clero da Paraíba não se instalou da noite para o dia. Segundo um padre
que não quis se identificar, a insatisfação com o arcebispo foi crescendo ao
longo dos anos. O ápice se deu em 2013, quando ocorreu uma visita canônica,
ocasião na qual um representante do Vaticano veio a João Pessoa com a missão de
ouvir os religiosos sobre a realidade vivida na Arquidiocese da Paraíba. Ao
todo, 26 padres prestaram depoimentos contrários à conduta de Pagotto.
Um
relatório foi feito e se transformou em um processo que tramita na alta cúpula
da Igreja. No início deste ano, segundo o grupo de padres, dom Aldo foi a Roma
prestar esclarecimentos sobre as investigações envolvendo seu nome. A
expectativa, de acordo com o grupo é de que o Vaticano emita um parecer sobre a
situação até novembro próximo, que pode ser, inclusive, a saída de dom Aldo.
As
reclamações são muitas, mas o pedido dos religiosos é claro: eles querem a
saída do arcebispo.
