O
ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), disse neste sábado
(19) que tem muitas críticas à Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), ao ser
questionado sobre a nota em que teve a postura classificada como
"grosseira, arbitrária e incorreta" pelo Colégio de Presidentes de
Conselhos Seccionais.
O
texto, divulgado na quinta-feira (17), refere-se à participação dele durante
julgamento da ação que questiona doação de empresas a campanhas eleitorais.
"Sou
de um tempo em que eu estudei, por exemplo, textos do Caio Mário da Silveira,
que foi presidente da OAB quando o Raymundo Faoro era um dos seus membros.
Depois, eu conheci a presidência do Raymundo Faoro. Era gente que tinha lido
muitos livros e que escrevia livros, não eram defensores de entidades
sindicais. Eu tenho impressão que a OAB não pode virar aparelho de
partido", criticou o ministro, em Campinas (SP), após participar do Fórum
Nacional de Agronegócios em um hotel. O evento é promovido por líderes
empresariais do setor.
Mendes
disse também não se incomodar com as críticas recebidas por votar contra a
proibição das empresas na doação para as campanhas. "Não [incomodam].
Minhas posições são muito claras, são muito transparentes. Acho que na vida
pública, eu já disse isso, a gente fica conhecido, é claro, pelos amigos que
têm e pelos inimigos que cria", ponderou.
A
assessoria da OAB, em Brasília (DF), não se pronunciou sobre o assunto até esta
publicação.