Num
instante em que o vice-presidente Michel Temer dá por encerrada sua missão como
articulador político do governo, o PMDB marcou para 15 de novembro o congresso
partidário no qual se distanciará da aliança política com o PT.
Durante
o seu Congresso, o PMDB atualizará o estatuto, aprovará um novo programa e
formalizará sua decisão de lançar um candidato à Presidência em 2018, quebrando
um jejum de eleições presidenciais que já dura 21 anos.
“Vamos
apresentar a nossa proposta”, diz o ex-ministro Moreira Franco, hoje presidente
da Fundação Ulysses Guimarães, que organiza o encontro. “Não dá mais para o
PMDB ficar num papel subalterno, resolvendo problemas dos outros. Com nossa
experiência acumulada, queremos apresentar um projeto para o Brasil.”
Estima-se
que participarão do Congresso algo como 4 mil peemedebistas de todo país.
Qualquer um poderá reivindicar a votação de moções. Conforme já noticiado aqui,
o presidente do diretório da Bahia, Geddel Vieira Lima, deseja, por exemplo,
que o partido se afaste do governo.
