A
presidente Dilma Rousseff se reunirá nesta semana com movimentos de esquerda
para tentar mostrar respaldo social em uma ofensiva contra as manifestações
antigoverno marcadas para o dia 16 de agosto.
Para
o governo, é importante sinalizar que Dilma não está isolada, apesar do recrudescimento
da crise política.
Em
outra frente, num esforço para recompor a base de apoio do governo no
Congresso, a presidente também terá encontros individuais com os líderes
aliados para cobrar fidelidade nas votações.
Na
terça-feira (11), o Planalto sediará um encontro da presidente com a Marcha das
Margaridas, que reúne trabalhadoras rurais. Possivelmente na quinta (13), Dilma
receberá representantes de movimentos como UNE e MST para demonstrar apoio
político.
REUNIÃO
O
atual cenário de crise política foi o tema central de reunião entre Dilma e 13
ministros da Esplanada na noite deste domingo (9), no Palácio da Alvorada.
Dilma
mostrou irritação com a infidelidade da base aliada e cobrou pulso firme dos
ministros, indicando que aqueles que não têm força política no Congresso
deverão ser substituídos.
Após
a reunião, o ministro Edinho Silva (Comunicação Social) cobrou
"responsabilidade" do Legislativo e reforçou o discurso de que a
presidente irá cumprir todo o mandato de quatro anos para o qual foi eleita.
