O
delegado Olavo Dantas de Medeiros Junior, da Polícia Civil do Rio Grande do
Norte, a advogada Thayana de Moura Macedo e Ana Cláudia de Oliveira Dantas,
envolvidos na Operação "Prata da Morte", que investiga suspeita de
fraudes no Instituto da Previdência dos Servidores do Rio Grande do Norte
(Ipern), tiveram suas prisões temporárias convertidas em preventivas, nesta
sexta-feira (17).
O
trio é suspeito de montar um esquema para fraudar o recebimento de pensão de um
auditor fiscal do estado, falecido em 2010.
Segundo
a investigação da Polícia Civil, a quadrilha articulou um plano para que uma
mulher, ex-cuidadora do então auditor fiscal aposentado, forjasse uma união
civil entre ela e o idoso, que havia falecido há seis meses.
Para
conseguir viabilizar o documento, a quadrilha contava com a colaboração de uma
advogada, de uma estelionatária que se passava por advogada, do filho do
auditor e da própria cuidadora, que consentiu na falsificação do documento de
união estável.
A
pensão era de aproximadamente R$ 18 mil e, desse valor, R$ 3 mil ficava com a
cuidadora e mais R$ 3 mil com o filho do auditor falecido. Somente com esse
caso, o prejuízo aos cofres públicos foi de aproximadamente R$ 500 mil.
Contudo,
há a suspeita de que o delegado, a advogada e a estelionatária tenham atuado em
pelo menos mais 30 casos semelhantes. Não está descartada, inclusive, a
participação de membros de dentro do Ipern.