26 de julho de 2015

Eduardo Cunha descarta renúncia da presidência da Câmara

Na mira da Procuradoria-Geral da República, o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), descartou se afastar do comando da Casa caso seja denunciado por envolvimento na Operação Lava Jato.
O consultor da Toyo Setal e delator, Júlio Camargo, disse na semana passada ao juiz federal Sergio Moro que Cunha pediu propina de US$ 5 milhões em um contrato de sonda da Petrobras. O peemedebista nega a acusação.
Camargo, por sua vez, também fez a acusação à PGR, comandada por Rodrigo Janot, que deve denunciar Cunha ao STF (Supremo Tribunal Federal) no próximo mês.
“A eventual denúncia, se ocorrer, terá de ser apreciada pelo plenário do STF. Não cogito qualquer afastamento”, afirmou Cunha à Folha.
O caso que envolve o peemedebista precisa ser analisado pelos 11 ministros da Corte, já que ele ocupa a presidência da Câmara.