Na
mira da Procuradoria-Geral da República, o presidente da Câmara, Eduardo Cunha
(PMDB-RJ), descartou se afastar do comando da Casa caso seja denunciado por
envolvimento na Operação Lava Jato.
O
consultor da Toyo Setal e delator, Júlio Camargo, disse na semana passada ao
juiz federal Sergio Moro que Cunha pediu propina de US$ 5 milhões em um
contrato de sonda da Petrobras. O peemedebista nega a acusação.
Camargo,
por sua vez, também fez a acusação à PGR, comandada por Rodrigo Janot, que deve
denunciar Cunha ao STF (Supremo Tribunal Federal) no próximo mês.
“A
eventual denúncia, se ocorrer, terá de ser apreciada pelo plenário do STF. Não
cogito qualquer afastamento”, afirmou Cunha à Folha.
O
caso que envolve o peemedebista precisa ser analisado pelos 11 ministros da
Corte, já que ele ocupa a presidência da Câmara.
