O Projeto de Lei 4330/2004,
que regulamenta a terceirização e permite sua ampliação para todas as áreas das
empresas, sofrerá artilharia pesada no Senado.
Distribuída para as comissões
de Constituição e Justiça (CCJ), Direitos Humanos (CDH), Assuntos Sociais (CAS)
e Assuntos Econômicos (CAE), a matéria terá em cada um desses colegiados
senadores que não só a rejeitam frontalmente, mas já trabalham para arquivá-la
e, consequentemente, impedir que ela retorne à análise da Câmara, onde foi
aprovada em 22 de abril.
Depois de provocar feridos em
protesto e rusgas entre caciques peemedebistas depois da primeira votação, o
texto já tem ao menos um relatório de comissão já confirmado pela rejeição: o
de Paulo Paim (PT-RS), relator da matéria na CDH. O objetivo é fazer com que
ela sequer chegue ao plenário.
Já para o senador Paulo Rocha
(PT-PA), membro titular da Comissão de Assuntos Sociais, o destino mais
provável do projeto é o arquivamento. “Esse é o processo”, disse.
Para o petista, o que foi
feito pelos deputados em relação à redação da matéria “foi um absurdo”.
